segunda-feira, 8 de junho de 2009

É só uma passagem

No último dia 25 o Guilherme, um colega muito especial da FCA (Faculdade de Comunicação e Artes de Salto), faleceu num trágico e triste acidente de carro. Era um colega mesmo. Nossa relação era cordial e de cumprimentos, sem aprofundamento, mas mesmo com esse contato tão pueril era claro nele uma energia positiva e alegre, energia essa que só pessoas do bem possuem. E quem o conhecia na intimidade pôde relatar isso numa homenagem emocionada no dia 27 na própria FCA. Com aqueles relatos percebemos o quanto ele era especial e divertido, o quanto tinha amigos fiéis que o amavam e o quanto havia deixado uma mensagem boa aqui neste mundão! A última vez que o vi, ele estava conversando com umas amigas e como sempre nos cumprimentamos e depois daquilo, acabou! Nunca mais voltaria a vê-lo.

Na segunda-feira (01), diante da notícia do desaparecimento do avião da Air France não pude deixar de pensar como a vida é uma passagem e apenas isso. É inacreditável pensar que horas antes essas pessoas estavam bem, se despediram de seus familiares e amigos e se foram. Para nunca mais voltar! É assustador, triste! Pais, filhos, irmãos. Todos com alguma história. Importantes na vida de alguém, amados por alguém. Assim como o Guilherme.

Diante dessas tragédias comecei a repensar todas as minhas atitudes, repensar minha vida e o que estou fazendo com ela. Pensei como trato minha mãe, meus amigos, meus irmãos e meu sobrinho. Pensei ainda nas pessoas com o qual nem tenho contato, e nem procuro ter, e que são ligados a mim: pai, outros sobrinhos, primos, avós e tios. Pensei em como a gente pode perder uma pessoa que ama, do nada, sem dizer a ela o quanto a ama. Pensei em como a vida pode não dar chances para voltar atrás, para esquecer as diferenças, para fazer da vida mais leve.

Em mim nasceu uma vontade enorme de ser melhor, de fazer minha vida uma coisa mais bacana e de cultivar da melhor forma possível minhas relações, afinal é apenas isso que levamos e deixamos aqui.

Aos familiares e amigos do Gui e dos que se foram no voo 447 minha energia mais positiva e meus sentimentos mais que tristes e sinceros.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Demais

“Maysa — Quando fala o coração”, minissérie que teve seu ultimo capítulo apresentado na última sexta-feira (16), falou mesmo ao coração, como o subtítulo propunha.

Em um roteiro muito bem amarrado pelo sempre ótimo Manoel Carlos, e por Ângela Chaves, a história não se perdeu em nenhum momento e não caiu em facetas burocráticas, felizmente não foi frio.

Foi uma minissérie que por não se prender á uma narrativa linear, trouxe ao vídeo a desordem da própria Maysa, trouxe ainda uma personagem humana, de verdade, com sentimentos, sentimentos esses que muitas vezes a intempestiva Maysa não demonstrava com tanta facilidade.

O filho, Jayme, na direção com certeza teve o cuidado de aliviar a “barra” de uma figura já tão polêmica e julgada como Maysa, e trouxe mais sutileza a ela, numa forma linda de homenageá-la. Mas foi corajoso e demonstrou que Maysa era Maysa, e ponto.

Larissa Maciel, a Maysa, deu show de interpretação e esteve ótima o tempo todo, foi Maysa sem perder a personalidade, deixando sua marca registrada. Destaque também para Eduardo Semerjian, o André Matarazzo, firme, claro, um ótimo ator. Destaque ainda para o Mateus Solano, o galanteador Ronaldo Bôscoli, divertido e cruel. Perfeito.
O elenco todo esteve ótimo, deram aula de interpretação e emoção.

A minissérie teve ainda mais um grande mérito: trouxe a obra da grande Maysa para o “cartaz”. Quem já conhecia lembrou com nostalgia das lindas canções, e quem não conhecia passou a admirar o trabalho desta que com certeza está no rol das grandes cantoras do Brasil. O gênio de Maysa teve menor importância que a obra de Maysa.

E ainda fica a reflexão para os críticos da personalidade da cantora: Jayme o filho perdôo a mãe, e isso é o mais importante. Quem somos nós para julgá-la?

Arrisco-me a dizer que esta foi à melhor minissérie que eu já vi.
De verdade, tocou meu coração.



video

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Hi!

Estive ausente durante um bom período, tenho certeza que perceberam! :P

E neste período pensei muito sobre o que poderia escrever de bom, pensando num retorno a altura da meia dúzia de leitores deste blog...hehe.

Mas não tive sucesso em minhas reflexões.

Nenhum assunto bárbaro me veio à mente, portanto este post será mais um “estou aqui” do que para tratar de algum assunto de interesse geral.

Ah, pensei também em segmentar o blog para algum assunto mais especifico: política, atualidades, variedades, música, publicidade, sei lá, mas decidi não ficar preso a essas convenções, porque ficar preso não é comigo. Portanto esse blog continuará essa miscelânea que cá está.

Só queria mesmo falar um oi, e dizer que vou tentar ser mais presente nas atualizações deste blog, muito mais para minha alegria e bem-estar do que para qualquer outra coisa.

Quando escrevo no blog é sinal de que algo está bem dentro de mim, de que de alguma forma quis me comunicar com um mundo maior, mais cheio de perspectivas. Este blog é meu mundo, onde eu posso fazer das minhas opiniões algo conhecido e discutido.

Bom é isso!

Até a próxima! :)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

“Não sou o presidente Bush”

Enfim MCcain reagiu! Tive a oportunidade de assistir alguns trechos do debate entre Barack Obama e John MCcain ontem a noite, e o que vi foi uma reação do até então cansado veterano de guerra. Nos debates anteriores MCcain me pareceu estático, sem reação, imaginando uma possível vitória de seu adversário. Ontem não! Ontem ele me pareceu mais confiante, mais desafiador, até mais motivado.
Manteve Obama na defensiva, e colocou a “pulga” da desconfiança nos americanos ao lembrar o envolvimento de Obama com William Ayers, fundador de um grupo responsável por atentados contra o Pentágono e o Congresso nas décadas de 60 e 70. Obama por sua vez não parecia confortável como nos outros debates, e quando se sentia encurralado fixava seu olhar à câmera, e não para seu adversário como nos debates anteriores.

MCcain ainda deu o tom ao debate quando enfim disse: “"Senador Obama, não sou o presidente Bush. Se o sr. quisesse ter concorrido contra o presidente Bush, deveria ter concorrido há quatro anos", afirmou.
Ponto para MCcain! Se descolar de Bush e demonstrar que é um “republicano rebelde” nessa altura do campeonato, faltando apenas 19 dias para a eleição, é fator importantíssimo para uma tentativa de virada do Senador do Arizona.
Além disso, esse formato beneficiou MCcain, pois suas limitações físicas são desconfortáveis ao olhar, mesmo que inconscientemente.

Mas Obama não desceu do pedestal, ficou nervoso sim, mas manteve sua postura de grande orador, e não cometeu nenhuma gafe. Ele sabe falar, e como falar. É mais sagaz, sabe usar o vídeo. Mas não acredito em sua sinceridade!

Acho-o conveniente demais. Prefiro MCcain que é a favor do etanol brasileiro, tem posições mais claras. É a favor de guerras? Sim, mas é imensamente mais flexível que Bush, e por ser mais flexível tem que conviver com as criticas dos republicanos mais ferrenhos que o tacham de “liberal demais”. E essa questão de guerra é uma cultura predominante nos norte-americanos, tanto é assim, que Obama também já disse em algumas oportunidades que poderia mandar tropas ao Paquistão para procurar terroristas.

Enfim, MCcain me parece mais sincero, é conservador, mas assume suas posições, é mais coerente, tem maior conhecimento em política externa, e não joga com as palavras e multidões como Obama. Não acredito em Obama, e nem na capacidade dele de ser um bom presidente para os EUA.
Prefiro o veterano de guerra MCcain, do que o pop star político do momento Obama.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Preguiça.

Nossa! Faz muito tempo que não escrevo neste tão querido espaço. Peço desculpas a minha meia dúzia de leitores que acessam a este humilde blog em busca de uma nova postagem. Acontece que meus dias tem sido de pura falta de inspiração, e de muito cansaço, físico e mental.
Não sei o que ao certo tem motivado tamanho cansaço, sei porem que ele tem sido avassalador, do tipo de não conseguir trabalhar com ânimo, estudar com vontade, ir passear com alegria. Nada, absolutamente nada, tem me animado. Não é estranho?
Preguiça de trabalhar, de estudar, tudo bem! É normal! Mas preguiça de sair para bater perna, de sair para conversar com amigos? Ai, alguma coisa de muito estranho está acontecendo comigo e preciso saber urgente o que é. Isso tem me atrapalhado um bocado, pois não consigo me organizar e levar adiante projetos, e tarefas que preciso cumprir o quanto antes. É extremamente desgastante essa falta de motivação, mas espero que esse cenário mude o quanto antes. Acho que com disciplina e um pouco mais de foco conseguirei contornar essa minha fase “preguiçosa”.

Ah, e tenho tido muita vontade de comentar com vocês vários assuntos, mas cadê a coragem? Também faltou tempo vai, às vezes acho que sou severo demais comigo mesmo! Quero fazer tudo ao mesmo tempo, numa vontade insana de abraçar ao mundo.
Bom como estava falando (ai, essa minha personalidade dispersa), queria muito comentar algumas coisas com você, como por exemplo, a minha alegria em ver o SBT recuperando parte da audiência perdida, e fazendo isso com muita criatividade e inovação, oferecendo propostas de entretenimento simples e bom. Está de parabéns, mais a frente quero falar com mais afinco sobre o quanto torço e o porquê torço pelo SBT.

Estou lendo o Xangô de Baker Street, do Jô Soares! Conhecidíssimo, mas nunca tive o ímpeto de buscar para ler, até que fui a casa de uma amiga e vi em sua estante, rapidamente pedi emprestado e confesso: estou vidrado neste romance, cheio de ironias e humor. Assim que terminar de ler posto as minhas impressões gerais sobre esta obra.

Bom é isso, espero tomar mais coragem e estar aqui sempre. Adoro quando escrevo, não entendo porque não faço isso com mais assiduidade. Ah, coisas da vida, coisas de Júlio.

Até a próxima!

domingo, 6 de julho de 2008

Existe Massa?

O texto abaixo foi desenvolvido para o curso de Comunicação Comparada, ministrado pelo professor Gerson de Sousa. Ele foi elaborado a partir da idéia do fim das massas, e da própria percepção de massas. Como poderão observar é apenas a conclusão. Mas a frente pretendo me aprofundar nesta discussão, pois acredito com fidelidade na idéia do fim da concepção de massa, pregada por alguns estudiosos.

Conclusão

Concluímos, portanto que os produtos ditos de “massa”, conhecidos nos meios acadêmicos, entre outros, como produtos de mau gosto, tem uma inestimável importância sociológica que precisa ser pensada, e não obstante sua grande penetração possui um peso grande e importante, e que deve ser considerado.
Quando entendemos que não existe massa percebemos que todo produto possui uma qualidade que deve ser analisada e considerada, tendo em vista que é consumida por determinados públicos, e estes devem ser sempre respeitados.
Não se deve analisar os produtos de forma simplista e redutora, limitando a observação a opiniões de acadêmicos e estudiosos que acreditam na concepção de massas, e em seus efeitos supostamente negativos para a cultura da população.
É claro que se observa interesses de lucro e dispositivos de controle ideológicos em muitas produções, mas devemos deixar claro que não é apenas isso, e que muitos dos produtos que muitas vezes são rotulados como de “massa”, possuem sim formulas interessantes, e que muitas vezes trazem avanços de pensamento e de atitudes.
O que é popular é importante na medida em que todas as camadas populacionais dos mais diferentes segmentos tem acesso a estes produtos e constituem uma ponte de influencia e entendimento dos modos de pensar, sentir e emocionar-se
do povo.

sábado, 5 de julho de 2008

O dia em que a Internet parou!

Na ultima quinta-feira (03/07) houve uma pane no sistema operacional da já tão querida e amada Telefônica (ela que não se cuide, a concorrência esta ai), e vários de nós ficamos sem a nossa ferramenta tão "indispensável" : a INTERNET. Comecei o dia achando que o problema estava apenas no meu trabalho em Campinas, reiniciei servidor, tirei fio, coloquei fio e nada. Até que a querida Maria Inês, de São Paulo (minha amiga de trabalho há tempos), me informou que o problema era geral, e que vários lugares estavam sem Internet. Liguei na Telefônica, reclamei e nada...as horas passavam e eu estava ficando doido...haha! Fiz uns relatórios que não necessitava da Internet e algumas ligações, mas a minha angustia ainda estava lá. Fui para Salto, e no meu trabalho de lá não uso, nem mesmo tem acesso a Internet (acho que é um problema, um núcleo de assistência à família não possuir acesso a rede, mas enfim). Cheguei em casa e não consegui acessar, e eu pensando: mails importantes do trabalho, da vida, blog para atualizar, noticias para ler, orkut para ver recados.
"Ainda bem que não é só xomigo", pensei em um momento mais que egoísta...rs! Fui dar uma volta com Thomas e Lucas, e quando voltei fiquei na minha, nem tentei acessar. Seria mais uma frustração...haha! Quando parei para pensar, falei: gente, o que é isso? Como sou bobo! Como posso ter ficado tão angustiado por conta da Internet, tanta coisa para fazer, tanto livro pra ler, e eu pensando na p. da internet. Fiquei pensando como a gente anda refém disso aqui né? E como o mundo ia se virar se essa pane fosse mundial e para sempre. Já pararam para pensar?
Espero que não seja o único maluco a ficar mais maluco ainda com a falta da Internet...hum meu momento egoísta de volta...haha

Vai uma reflexão sobre essa necessidade imensa de se conectar nessa rede maluca..!
Livro e músicas ainda valem mais a pena...!!

Beijos

:)